quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

A peça que dá para o Torto - Auditorio dos Oceanos - fevereiro 2020

A peça que dá para o torto vai a cena no Auditório dos Oceanos, em Lisboa, a partir de dia 12 de Fevereiro


A peça é em português e interpretada por atores portugueses, mas tudo o resto é exatamente igual à peça original que se estreou há cinco anos em Londres, numa produção da Mischief Theatre Companhy e que nesse ano ganhou um Prémio Olivier para Melhor Comédia Nova.

A tradução foi feita pelo Nuno Markl.




O Núcleo de Teatro da Sociedade Recreativa e Cultural do Sobralinho tem uma oportunidade única: vai poder apresentar a sua mais recente produção, Crime na Mansão Haversham, no palco do Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa. O grupo amador está entusiasmadíssimo mas um bocadinho nervoso com a estreia desta peça de mistério, ao estilo Agatha Christie. O público enche a sala. As luzes apagam-se. Ilumina-se o palco e... começa a correr tudo mal. Os atores enganam-se nas falas e nas posições, os adereços não estão nos lugares certos, o cenário começa a partir-se, os atores tentam resolver os problemas e seguir em frente, afinal "the show must go on", mas o caos é irreversível. É por isso que esta é A Peça Que Dá Para o Torto.

O espetáculo A Peça Que Dá Para o Torto tem estreia marcada para 12 de fevereiro de 2020 e aquilo que UAU apresenta em Lisboa é um "replica show". Isto significa, explica Paulo Dias, que a UAU adquiriu "os diretos todos da peça, não só do texto mas também do cenário, da luz, da música, tudo". Ou seja, a peça é em português e interpretada por atores portugueses, mas tudo o resto é exatamente igual à peça original que se estreou há cinco anos em Londres, numa produção da Mischief Theatre Companhy e que nesse ano ganhou um Prémio Olivier para Melhor Comédia Nova. E também igual às outras versões que estão ou já estiveram em cena noutras cidades em mais de 30 países.

Para garantir que esta será uma réplica exata, a produção portuguesa será encenada por Hannah Sharkey, da companhia inglesa, com a ajuda de um encenador residente português, que é Frederico Corado. Esta será a quarta vez que Hannah Sharkey monta este espetáculo.

A tradução para português foi feita por Nuno Markl que não se cansa de dizer como este é um espetáculo muito divertido: "É uma matrioska, uma peça dentro de uma peça", explica. "Vamos assistindo à progressiva e total degradação da peça desde grupo até o caos se ter instalado. Toda a gente gosta de olhar para acidentes e isto é um acidente contínuo. É mesmo muito divertida, quase podíamos dizer imoralmente divertida, não deveria ser permitido haver uma peça assim tão divertida. E ao mesmo tempo é um mistério muito bem construído, porque queremos saber quem é, afinal, um assassino."




Sem comentários:

Enviar um comentário