A peça que dá para o torto vai a cena no Auditório dos Oceanos, em Lisboa, a partir de dia 12 de Fevereiro
A peça é em português e interpretada por atores portugueses, mas tudo o resto é exatamente igual à peça original que se estreou há cinco anos em Londres, numa produção da Mischief Theatre Companhy e que nesse ano ganhou um Prémio Olivier para Melhor Comédia Nova.
A tradução foi feita pelo Nuno Markl.
O Núcleo de Teatro da Sociedade Recreativa e Cultural do Sobralinho
tem uma oportunidade única: vai poder apresentar a sua mais recente
produção, Crime na Mansão Haversham, no palco do Auditório dos
Oceanos, no Casino Lisboa. O grupo amador está entusiasmadíssimo mas um
bocadinho nervoso com a estreia desta peça de mistério, ao estilo Agatha
Christie. O público enche a sala. As luzes apagam-se. Ilumina-se o
palco e... começa a correr tudo mal. Os atores enganam-se nas falas e
nas posições, os adereços não estão nos lugares certos, o cenário começa
a partir-se, os atores tentam resolver os problemas e seguir em frente,
afinal "the show must go on", mas o caos é irreversível. É por isso que
esta é A Peça Que Dá Para o Torto.
O espetáculo A Peça Que Dá Para o Torto tem estreia marcada para 12 de fevereiro de 2020 e aquilo que UAU apresenta em Lisboa é um "replica show".
Isto significa, explica Paulo Dias, que a UAU adquiriu "os diretos
todos da peça, não só do texto mas também do cenário, da luz, da música,
tudo". Ou seja, a peça é em português e interpretada por atores
portugueses, mas tudo o resto é exatamente igual à peça original que se
estreou há cinco anos em Londres, numa produção da Mischief Theatre
Companhy e que nesse ano ganhou um Prémio Olivier para Melhor Comédia
Nova. E também igual às outras versões que estão ou já estiveram em cena noutras cidades em mais de 30 países.
Para garantir que esta será uma réplica exata, a produção portuguesa
será encenada por Hannah Sharkey, da companhia inglesa, com a ajuda de
um encenador residente português, que é Frederico Corado. Esta será a
quarta vez que Hannah Sharkey monta este espetáculo.
A tradução para português foi feita por Nuno Markl que não se cansa de dizer como este é um espetáculo muito divertido: "É uma matrioska,
uma peça dentro de uma peça", explica. "Vamos assistindo à progressiva e
total degradação da peça desde grupo até o caos se ter instalado. Toda a
gente gosta de olhar para acidentes e isto é um acidente contínuo. É
mesmo muito divertida, quase podíamos dizer imoralmente divertida, não
deveria ser permitido haver uma peça assim tão divertida. E ao mesmo
tempo é um mistério muito bem construído, porque queremos saber quem é,
afinal, um assassino."
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